sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Desenvolvimento Psicossexual (Sigmund Freud)

                                 Desenvolvimento Psicossexual

Durante vários anos, era dado como facto que as crianças não possuíam qualquer tipo de sexualidade, e que esta era exclusivamente para os adultos. Foi então que Sigmund Freud propôs a Teoria do Desenvolvimento Psicossexual, que afirmava que as crianças também tinham sexualidade, e que esta teria um impacto enorme na sua vida adulta. Desde o nascimento até ao fim da puberdade, a criança experimenta várias mudanças na sua sexualidade, que está diretamente ligada à aquisição de competências psicológicas vitais. Freud organizou esta evolução da sexualidade da criança em diferentes estádios:

1º Estádio: Oral (0 a 12/18 meses)

Neste estádio, o bebé obtém prazer através da boca, pelo que é a sua zona erógena. Enquanto o bebé "chupa" ou "suga" ou faz comportamentos semelhantes, a sua tensão baixa, ou seja, o stress baixa, e induz-se o sono ou relaxamento, que é um mecanismo de defesa contra o "medo de perda da mãe". O
primeiro conflito que o bebé encontra é o desmame, pelo que é a primeira cedências às exigências sociais. Neste momento, o bebé é governado pelo ID, totalmente inconsciente, irracional e impulsivo, pelo que procura apenas o prazer e uma maneira de o obter o mais rapidamente possível. Problemas neste estádio podem ter repercussões na fase adulta, como agressividade verbal, impaciência e abuso de certas substâncias.

2º Estádio: Anal (12/18 meses a 3 anos)

Neste estádio, a zona erógena é o ânus, pelo que o bebé obtém prazer ao satisfazer as suas necessidades higiénicas e orgânicas. O primeiro desafio que a criança encontra neste estádio é o uso da sanita. Aqui pode notar-se o início da formação do EGO, (parcialmente inconsciente, tenta ser moral e lógico) e do SUPEREGO, (parcialmente inconsciente, ligado às normas e ideias morais), marcado pelo controlo dos músculos que fazem possível a excreção, e o medo de ser castigado pelos pais. A criança tem então duas hipóteses: aceitar a condição social, ou expressar rebeldia. Esta rebeldia pode causar traumas profundos na personalidade da criança na fase adulta, como a avareza, obstinação e tendência compulsiva para a organização.

3º Estádio: Fálico (3 a 6 anos)

Neste estádio, a criança começa a manipular os genitais para obter prazer, pelo que desenvolve curiosidade. É nesta fase que a criança desenvolve uma atração pelo sexo oposto, que pode resultar, nos homens, no Complexo de Édipo, onde a criança sente rivalidade em relação ao pai no que toca ao amor da mãe. Aqui pode notar-se a ação de uma mecanismo de defesa do EGO, ou seja, a identificação, onde o rapaz tenta imitar o pai para indiretamente satisfazer a sua necessidade sexual, em conjunto com o recalcamento das suas pulsões sexuais que sente para com a mão. A ultrapassagem deste complexo é o último momento da evolução do SUPEREGO. Problemas na ultrapassagem deste complexo pode levar à vivência da sexualidade com um sentimento de culpa na fase adulta. Este problema pode até culminar no medo do sexo.

4º Estádio: Latência (6 a 11 anos)

Paras Freud, o estádio de latência é um intervalo de tempo onde existe uma acalmia sexual, ou seja, uma suspensão da sexualidade. Este estádio remete para a necessidade dos pais em desencorajar a sexualidade dos filhos. Se o desencorajamento da sexualidade for bem sucedido, a criança vai suprimir a sua sexualidade e dedicar a sua energia sexual na escola, nos amigos e outras atividades que não requerem sexualidade.

5º Estádio: Genital (Puberdade)

Na puberdade, as energias sexuais reprimidas no estádio anterior voltam e trazem com elas todos os conflitos anteriores, o que explica a razão pelo qual a adolescência é um período tão difícil na vida de uma pessoa. Neste estádio, é finalmente possível manter um relacionamento sexual equilibrado com o sexo oposto. Finalmente a ideia narcisista dos primeiros momentos da sexualidade são substituídos pelo desejo da satisfação mútua das partes envolvidas. Aqui, o ID e o SUPEREGO vivem agora em constante conflito pelo controlo da realidade, ou seja, do EGO. Para Freud, este é o ponto de chegada da sexualidade, onde a evolução está finalmente acabado e a criança é agora um indivíduo totalmente formado. 


                                                  João Miguel Freitas Oliveira nº10
                                                  Marco Aurélio Ferreira Peixoto nº11





quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O desenvolvimento psicossexual segundo Sigmund Freud

Sigmund Freud foi um médico neurologista criador da psicanálise. Dentro do estudo Freud aprofundou o desenvolvimento psicossexual. O desenvolvimento psicossexual são cinco fases, ou estádios, que descrevem o desenvolvimento da personalidade ao longo da infância. Dentro destas cinco fases existem: o estádio oral, o estádio anal, a fase fálica, o período de latência e o estádio genital.



O primeiro estádio é o estádio oral. Este ocorre entre o nascimento e os primeiros 12/18 meses. Nesta primeira fase há o primeiro contacto com o que o ser humano procura na vida, o prazer. Neste caso o prazer é obtido pela criança através da boca, por via oral. O bebé obtém prazer em atividades como mamar, chupar, sugar, etc, que são comportamentos que permitem aliviar o stress. Neste estádio é quando ocorre a primeira grande frustração ou proibição para o ser humano que é o desmame. Se o desmame ocorrer muito cedo ou então demasiado tarde problemas como a dependência (com o alcool ou tabaco)  ou agressividade poderão ser consequência deste ato.

O segundo estádio é o estádio anal. Este estádio ocorre entre os 12/18 meses e os 3 anos. Nesta fase o foco principal é o control da bexiga e das evacuações. É a faase onde as crianças aprendem a como utilizar a casa de banho sozinhas e assim aprenderem a controlar as suas necessidades. Isto vai despertar um sentimento de realização e independência no ser humano. Esta fase tem em muita a motivação dos pais da criança. Os progenitores utilizam recompensas e elogios como forma de incentivo para as crianças. Nem todos os pais utilizam a motivação como método de ajuda para com as crianças, alguns pais utilizam a punição e a ridicularização como castigo para as crianças. Tal como no primeiro estádio Freud acredita que se o método utilizado pelos pais não for o adequado, neste caso demasiado branda, a personalidade do indivíduo pode tornar-se confusa desenvolvendo assim uma personalidade anal-expulsiva. No caso de ser uma aprendizagem que tenha sido iniciada demasiado cedo o indivíduo vai desenvolver uma personalidade anal-retentiva onde este se torna rígido e obsessivo.

A terceira fase é o estádio fálico que decorre dos 3 aos 6 anos. É nesta fase em que os indivíduos começam a perceber as diferenças entre o homem e a mulher. Neste estádio surge o complexo de Édipo, que consiste na atração da criança pelo progenitor do sexo oposto demonstrando assim um comportamento agressivo para com o progenitor do mesmo sexo. Freud acredita que no caso das meninas, nesta fase, há uma certa "inveja do pénis" e que esta não foi totalmente resolvida e que todas as mulheres continuam a ter um pouco do terceiro estádio.

O quarto estádio decorre entre os 5/6 anos até à puberdade. Neste estágio existe uma atenuação da atividade sexual pois é quando o indivíduo entra na escola e começa a preocupar-se mais com a interação com os colegas e os seus hobbies. Apesar de estar atenuada, a atividade sexual continua presente mas direcionada para outras áreas mais intelectuais. Esta fase é especialmente importante para o desenvolvimento da comunicação e da auto confiança.

A quinta e última fase, o estádio genital, ocorre a partir da puberdade até ao final da vida.
Nas fases anteriores o importante era o desenvolvimento individual do indivíduo, nesta última fase cresce a preocupação com os indivíduos que o rodeiam por isso se todas as fases anteriores foram bem sucedidas o indíviduo deverá ser alguém equilibrado e com uma personalidade bem desenvolvida. O objetivo desta etapa é estabelecer um equilíbrio entre as diversas áreas da vida.


Ângela Silva
Ângelo Ribeiro

Desenvolvimento Psicossexual

Sigmund Freud criou a psicanálise com o objetivo de curar doenças mentais, analisar o comportamento humano e decifrar a organização da mente. Antes, já Hegel e Leibniz tinham descoberto o inconsciente humano ,porém,  Freud tinha o intuito de compreendê-lo e mapeá-lo.
O neurologista austríaco pesquisou os trabalhos de hipnose de Josef Breuer e também teorias de Platão e de Schopenhauer. Passou desde a hipnose à livre associação que é o método terapêutico em que o psicólogo utiliza a fala para que o paciente seja livre de se expressar sem qualquer tipo de orientação consciente ou restrição. É uma viagem ao inconsciente onde se encontram reprimidos os desejos e as fantasias sexuais.
De acordo com Freud, as crianças são seres com sexualidade desde o momento em que nascem e esta vai-se desenvolvendo ao longo da sua vida através de etapas que são fulcrais para o desenvolvimento da personalidade do indivíduo. A primeira etapa é o estádio oral em que a criança obtém prazer essencialmente na boca devido ao ato de amamentação e por isso na fase do nascimento até a mais ou menos um ano de idade a criança tem tendência a levar objetos à boca; a segunda etapa é o estádio anal, que dura aproximadamente desde um a três anos, em que a criança começa também a obter prazer no ânus pois é a fase de aprendizagem de controlo na expulsão e retenção de fezes; a terceira etapa é o estádio fálico que decorre desde os três aos seis anos (aproximadamente) em que a criança começa a gostar mais de um dos seus progenitores do que do outro, geralmente daquele do sexo oposto (complexo de Édipo), nesta altura ocorre a atenuação da atividade sexual e são reprimidas no inconsciente as experiências perturbadoras do estádio fálico - amnésia infantil; a última fase, que coincide com o início da puberdade e dura até ao resto da vida do indivíduo, é a ativação da sexualidade em que a criança procura relações fora do contexto familiar (processo de autonomia) e formula o seu grupo de amigos. No último estádio o prazer sexual é obtido em todo o corpo, essencialmente nas zonas erógenas. Se qualquer uma destas fases for comprometida trará consequências graves para a vida do indivíduo como por exemplo a criança cujo desmame é efetuado demasiado cedo ou demasiado tarde tem maior tendência a fumar, beber, roer as unhas e a ser menos independente quando for adulta. Assim, Freud mostrou-nos que o desenvolvimento sexual está diretamente relacionado com a formação da personalidade da pessoa em questão.

Ana Reizinho nº1, Inês Torres nº 10, Maria Leite nº13

Psicanálise

A psicanálise revelou-se importante e a ser considerada uma técnica terapêutica com o tratamento eficaz  da doença mental (neurose). Com o passar do tempo, progrediu para um método de investigação da vida mental e, actualmente, numa teoria científica. Esta teoria científica centra-se nos conflitos que opõem a componente biológica do Homem (instintos) às proibições culturais/sociais.
Sigmund Freud dedicou-se a procurar descrever as causas dos transtornos mentais e englobou no conceito "processos mentais" não só a palavra consciente mas também inconsciente. Tal como um iceberg, apenas a parte que conseguimos avistar, a ponta do mesmo, representa o consciente, atribuindo a este um papel muito menos influente que o inconsciente, o restante iceberg submerso. Isto é, transtornos mentais, atos falhados e até sonhos estão relacionados, respetivamente, com traumas ocorridos na infâncias e manifestações de pulsões no nosso inconsciente. 


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Partindo dessa metáfora, Freud esclarece três conceitos: o ID, o EGO e o SUPEREGO.
O ID representa o inconsciente, o conjuntos de impulsos biológicos inatos (libido- pulsão sexual) em que não se distingue o certo e o errado (amoral) e que se rege apenas pelo princípio do prazer, ou seja, obtenção imediata de prazer.
O EGO diferencia-se do ID a partir dos primeiros conflitos na infância em que a pessoa retarda a satisfação das suas necessidades até a altura ideal pois tem em conta o mundo externo. Procura também harmonia entre desejos e realidade e está permanentemente em  conflito com o ID e o SUPEREGO.
O SUPEREGO representa os valores da sociedade e pretende inibir qualquer impulso que seja contraditório às leis/regras impostas, moralizar o ego e conduz a pessoa à perfeição.

Concluindo com uma citação de Sigmund Freud, "O EU assemelha-se a um escravo que deve obedecer a dois senhores".

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Trabalho realizado por:
Bruna Pereira nº5
Maria Campelos º15





DESENVOLVIMENTO PSICOSSEXUAL

Na análise que desenvolve com os seus doentes, Freud conclui que muitos dos sintomas por eles apresentados eram manifestações de conflitos psíquicos relacionados coma sexualidade, sujeita a repressão. Muitos desses conflitos remetiam para experiências traumáticas vividas na infância e recalcadas no inconsciente. O reconhecimento da importância da sexualidade na vida psíquica humana e a afirmação da existência de uma sexualidade infantil vão provocar um enorme escândalo. Freud esclarece que a sexualidade não pode ser associada à genitalidade, antes corresponde ao prazer que tem origem no corpo e suprime a tensão (libido).

Para o fundador da psicanálise, o desenvolvimento da personalidade processa-se numa sequência de estádios psicossexuais que decorrem desde o nascimento até à adolescência.
A cada estádio psicossexual corresponde uma determinada zona erógena. Aos diferentes estádios do desenvolvimentos correspondem conflitos psicossexuais específicos.  

  • Estádio Oral
Este estádio decorre do nascimento até cerca dos 12/18 meses. A zona erógena é a boca: o bebé obtém prazer ao mamar, ao levar objetos à boca, bem como através de estimulações corporais. A sexualidade é autoerógena. O desmame corresponde a um dos primeiros conflitos vividos.
Enquanto o id, que é a herança biológica do ser humano, é orientado pelo principio do prazer, o ego rege-se pelo principio da realidade, que corresponde às normas e às exigências da vida em sociedade. É neste estádio que o ego se forma.

  • Estádio anal
Este estádio decorre dos 12/18 meses aos 2/3 anos, e a zona erógena é a região anal.  A criança obtém prazer pela estimulação do ânus ao reter e expulsar as fezes. O controlo da defecação gera, simultaneamente, sentimentos de prazer e de dor. É nesta fase que se faz a educação para a higiene, relativamente à qual a criança ou cede ou se opõe ao cumprimento das regras. A ambivalência está, assim, presente nas interações que estabelece com a mãe ou outros educadores.



  • Estádio fálico

Este estádio decorre dos 3 aos 5/6 anos. A zona erógena é a região genital: os órgãos sexuais são estimulados pela criança, que assim obtém prazer. A curiosidade sobre sobre as diferenças sexuais é grande.

É neste estádio que surge o complexo de Édipo, que consiste na atração da criança pelo progenitor de sexo oposto e agressividade para com o progenitor do mesmo sexo. É com este, que surge como modelo, que ela se vai identificar. A identificação leva a criança a adotar os seus comportamentos, valores e atitudes. É a sua interiorização que conduz à formação do superego. É através do processo de identificação que se supera o complexo de Édipo.


  • Estádio de latência
Este estádio decorre dos 5/6 anos até a puberdade. Este período de tempo é caracterizado por uma aparente atenuação de atividade sexual. Seria neste estádio que ocorreria a amnésia infantil: a criança reprime no inconsciente as experiências que perturbaram no estádio fálico. A criança investe a sua energia nas atividades escolares, ganhando especial importância as relações que estabelece entre os colegas e os professores.

  • Estádio genital
A partir da puberdade, a zona erógena é a região genital. É o último estádio de desenvolvimento da personalidade, em que há uma ativação da sexualidade que esteve latente no período anterior. Apesar de os investimentos afetivos se desenrolarem fora da família, há uma reativação do complexo de Édipo. O processo de autonomia relativamente aos pais passa por os encarar de forma mais realista (luto das imagens idealizadas dos pais que caracterizam os estádios anteriores). O prazer sexual envolve todo o corpo, integrando todas as zonas erógenas.


Ana Claúdia, nº 2
Bruna Vale, nº6
Clarisse Ribeiro, nº7
Diana Ferreira, nº8

a psicanálise

  A Psicanálise foi criada pelo neurologista austríaco Sigmund Freud, com o objectivo de tratar desequilíbrios psíquicos. Este corpo teórico foi responsável pela descoberta do inconsciente – antes já desbravado, porém noutro sentido, por Leibniz e Hegel -, e a partir de então passou a abordar este território desconhecido, na tentativa de mapeá-lo e de compreender os seus mecanismos, originalmente conferindo-lhe uma realidade no plano psíquico. Esta disciplina visa também analisar o comportamento humano, decifrar a organização da mente e curar doenças carentes de causas orgânicas.

  Freud foi inspirado pelo trabalho do fisiologista Josef Breuer, pelos seus trabalhos iniciais com a hipnose, que marcaram profundamente os métodos do psicanalista, embora mais tarde ele abandone essa terapêutica e a substitua pela livre associação. Ele também incorporou à sua teoria conhecimentos absorvidos de alguns filósofos, principalmente de Platão e Schopenhauer. Freud interessou-se desde o início por distúrbios emocionais que na época eram conhecidos como ‘histeria’, e empenhou-se para, através da Psicanálise, encontrar a cura para estes desajustes mentais. Desde então ele passou a utilizar a arte da cura pela fala, descobrindo assim o reino onde os desejos e as fantasias sexuais se perdem na mente humana, reprimidos, esquecidos, até emergirem na consciência sob a forma de sintomas indesejáveis, por uma razão qualquer – o Inconsciente.
 

  Freud organiza em seu corpo teórico dados já conhecidos na época, como a idéia de que a mente era dividida em três partes, as funções que lhe cabiam, as personalidades que nasciam de cada categoria e a catarse. Essa espécie de sincretismo científico deu origem a inúmeras concepções novas, como a sublimação, a perversão, o narcisismo, a transferência, entre outras, algumas delas bem populares nos nossos dias, pois estes conceitos propiciaram o surgimento da Psicologia Clínica e da Psiquiatria modernas. Para a Psicanálise, o sexo está no centro do comportamento humano. Ele motiva sua realização pessoal e, por outro lado, os seus distúrbios emocionais mais profundos; reina absoluto no inconsciente. Freud, em plena era vitoriana, tornou-se polêmico, e sua teoria não foi aceita facilmente. Com o tempo, porém, seu pensamento tornou possível a entrada do tema sexual em ambientes antes inacessíveis a esta ordem de debates.
A teoria psicanalítica está sintetizada essencialmente em três publicações: Interpretação dos Sonhos, de 1900; Psicopatologia da Vida Cotidiana”, que contém os primeiros princípios da Psicanálise; e “Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade”, na qual estão os esboços básicos desta doutrina. No atendimento clínico, o paciente, em repouso, é estimulado a verbalizar tudo que existe em sua mente – sonhos, desejos, fantasias, expectativas, bem como as lembranças da infância. Cabe ao psicanalista ouvir e interferir apenas quando julgar necessário, assim que perceber uma ocasião de ajudar o analisando a trazer para a consciência seus desejos reprimidos, deduzidos a partir da livre associação. No geral, o analista deve se manter imparcial.
Para Freud toda perturbação de ordem emocional tem sua fonte em vivências sexuais marcantes, que por se revelarem perturbadoras, são reprimidas no Inconsciente. Esta energia contida, a libido, se expressa a partir dos sintomas, na tentativa de se defender e de se preservar, este é o caminho que ela encontra para se comunicar com o exterior. Através da livre associação e da interpretação dos sonhos do paciente, o psicanalista revela a existência deste instinto sexual. Essa transferência de conteúdo para o consciente, que provoca uma intensa desopressão emocional, traz a cura do analisando. A mente, dividida em Id, Ego e Superego, revela-se uma caixinha de surpresas nas mãos de Freud. No Id, governado pelo ‘princípio do prazer’, estão os desejos materiais e carnais, os impulsos reprodutores, de preservação da vida.
No Ego, ou Eu, regido pelo ‘princípio da realidade’, está a consciência, pequeno ponto na vastidão do inconsciente, que busca mediar e equilibrar as relações entre o Id e o Superego; ele precisa saciar o Id sem violar as leis do Superego. Assim, o Ego tem que se equilibrar constantemente em uma corda bamba, tentando não se deixar dominar nem pelos desejos insaciáveis do Id, nem pelas exigências extremas do Superego, lutando igualmente para não se deixar aniquilar pelas conveniências do mundo exterior. Por esse motivo, segundo Freud, o homem vive dividido entre estes dois princípios, o do Prazer e o da Realidade, em plena angústia existencial. O Superego é a alerta da mente, sempre vigilante e atenta a qualquer desvio moral. Ele também age inconscientemente, censurando impulsos aqui, desejos ali, especialmente o que for de natureza sexual. O Superego se expressa indiretamente, através da moral e da educação.
Segundo a Psicanálise, o Inconsciente não é o subconsciente – nível mais passivo da consciência, seu estágio não-reflexivo, mas que a qualquer momento pode se tornar consciente – e só se revela através dos elementos que o estruturam, tais como atos falhos – eles se expressam nas pessoas sãs, refletindo o conflito entre consciente, subconsciente e inconsciente; são as famosas ‘traições da memória’ -, sonhos, chistes e sintomas. Freud também elaborou as fases do desenvolvimento sexual, cada uma delas correspondente ao órgão que é estimulado pelo prazer e o objeto que provoca esta excitação.
Na fase oral, o desejo está situado na boca, na deglutição dos alimentos e no seio da mãe, durante a amamentação. Na fase anal, o prazer vem da excreção das fezes, das brincadeiras envolvendo massas, tintas, barro, tudo que provoque sujeira. Na fase genital ou fálica, o desejo e o prazer se direcionam para os órgãos genitais, bem como para pontos do corpo que excitam esta parte do organismo. Nesse momento, os meninos elegem a mãe como objeto de seu desejo – constituindo o Complexo de Édipo, relação incestuosa que gera também uma rivalidade com o pai -, enquanto para as garotas o pai se torna o alvo do desejo – Complexo de Eletra.
Outros pontos importantes da Psicanálise são os conceitos de perversão – ocorre quando o Ego sucumbe às pressões do Id, escapa do controle do Superego e não se consegue sublimar, e pode assim atingir uma dimensão social ou coletiva, como, por exemplo, o Nazismo -, e de Narcisismo – o indivíduo apaixona-se pela sua própria imagem, cultivando durante muito tempo uma auto-estima exagerada.


mário santos   nº16    12ºa  


Psicanálise

Psicanálise
 O termo psicanálise é uma referencia ao grego “psyco”.

A teoria da psicanálise tem  como função explicar o funcionamento da mente humana , foi criada por Sigmund Freud , na esperança de tratar distúrbios mentais dos seus pacientes.
Esta teoria baseia-se na relação que existe entre os desejos inconscientes e os comportamentos do dia-a-dia das pessoas.
Segundo Freud a maior parte da informação que um ser humano recebe , é armazenada no inconsciente e faz efeito através de associaçoes, sendo a maior parte dos processos psíquicos da mente humana sejam em maioria dominados por desejos sexuais.
A psicanalise tem alguns princípios básicos
Consciente: é o estado em que sabemos (temos consciência) daquilo que pensamos, sentimentos, falamos e fazemos. São todas as ideias que os indivíduos estão cientes de existir / pensar.
Inconsciente: onde ficam guardados todos os desejos e ideias reprimidas, censuradas e inacessíveis ao estado consciente, mas que acabam por afectar os comportamentos e sentimentos dos indivíduos.

Assim, a partir da observação, o psicanalista consegue identificar vestígios de traumas, desejos ou ideias que tenham sido reprimidas para o inconsciente do paciente e que, como consequência, provoquem distúrbios comportamentais e neuroses.

Formação da Inconsciência

 

Ainda de acordo com a Teoria da Psicanálise de Freud, o inconsciente humano é subdividido em três elementos que auxiliam no equilíbrio e regulação do comportamento do indivíduo.
Id: onde se encontram os instintos e pulsões relacionados ao prazer, como os desejos inconscientemente carnais, materiais e sexuais, por exemplo.
Ego: caracteriza a personalidade de cada indivíduo, agindo como o equilíbrio do Id (princípios dos prazeres inconscientes) e do superego (as regras morais que limitam a extravagância do Id).
Superego: monitora a mente humana, mantendo-a sempre alerta aos princípios da moral, evitando que ocorram desvios exagerados em direção ao Id.


Vasco Ferreira Nº20 12ºA